Os prejuízos do
primeiro semestre - 3577 milhões de euros - hoje revelados pela nova
administração do BES, da confiança da Ministra das Finanças, Banco de Portugal
e os ainda acionistas Família Espírito Santo, evidenciam a ligeireza e pouca
transparência com que Governo e autoridades de supervisão têm abordado a
situação. Aliás, ontem foi tornado público pela imprensa que o Banco de
Portugal terá, em data recente, feito uma injeção de liquidez no BES, coisa que
estranhamente o seu Governador ocultou dos deputados da Comissão de Orçamento e
Finanças da Assembleia da República (COFAP) na audição de Julho. A cada dia que
passa alarga-se o abismo do desastre financeiro do BES/GES e os riscos, ou as
certezas, dos seus possíveis e graves impactos na economia portuguesa!
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
Nova recapitalização da banca à custa dos trabalhadores, dos reformados e das micro, pequenas e médias empresas
Recentemente, o PSD
e o CDS, com a cumplicidade do PS, aprovaram uma reforma do IRC que permite que
os prejuízos fiscais apurados em determinado período de tributação possam ser
deduzidos aos lucros nos 12 anos seguintes. Esta alteração veio abrir as portas
aos grandes grupos económicos e financeiros para um planeamento fiscal
agressivo, reduzindo de forma significativa os impostos a pagar. Na situação
limite, as grandes empresas poderão mesmo “descontar” a totalidade dos
resultados, não pagando impostos.
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